A força dos sul-americanos

Essa primeira fase da Copa do Mundo nos apresenta um gigantesco contraste entre as duas maiores forças do futebol mundial: os sul-americanos mostram o melhor futebol, liderando seus grupos, enquanto que as potências européias não empolgam ninguém.

É gritante a diferença na qualidade apresentada pelos países da América do Sul. Organização, marcação e eficiência tem marcado as vitórias do Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil. Quem também surpreende é o Chile, que pegou o cascudo grupo com os europeus Espanha e Suíça e tem se saído bem.

Já os gigantes europeus, em especial a Itália, França e Inglaterra, mostram uma POBREZA impressionante. Assistir aos jogos das duas seleções tem se mostrado uma tortura sem fim. Posso afirmar que a falta de talento é a marca dessa nova geração de jogadores italianos, franceses e ingleses.

Enquanto isso, Alemanha, Espanha e Holanda vencem, mas também não convencem. Existe explicação para tal fato? Se ao assistirmos as ligas européias nos assustamos com a disparidade de qualidade com relação ao Campeonato Brasileiro?

Acredito que a principal explicação reside no fato de que todos nossos maiores talentos estão por lá, e fazem a diferença no futebol europeu. É só pensarmos em Messi, Kaká, Nilmar, Higuaín e cia. que percebemos que muitos dos craques dos campeonatos europeus são sul-americanos.

Essa Copa, como todas as outras, se encaminha para ser decidida e escancarar o potencial desses dois continentes. Os confrontos das oitavas de final já colocarão isso a prova. Veremos se a força sul-americana se confirmará.



  1. Rafael 22/06/2010

    Além da Argentina, o Uruguai foi o primeiro do grupo. Creio ser muito positiva a recuperação do futebol dos orientales. Acredito que passam facilmente pela Coréia do Sul e chegam nas quartas de final. A seleção brasileira também se classifica em primeira e é uma das favoritas ao título. Seria muito interessante uma final Brasil e Argentina.

  2. Emanuel 22/06/2010

    É o preço de ter os melhores campeonatos do mundo, ao custo de times repletos de estrangeiros. O caso da Itália, eliminada hoje, é emblemático: o melhor time de lá, a Inter (campeã de tudo na última temporada), não tem um italiano sequer no time titular. A base da seleção proveio de times médios, como Udinese, Fiorentina, etc., ou de times grandes em franca decadência, como a Juventus. A Inglaterra configura um caso similar, tendo se classificado “com as calças na mão”. Acho que, dos grandes europeus, a Alemanha e a Espanha sofrem menos com isso – os dois finalistas da última Eurocopa, não por acaso. Seus campeonatos contam com muitos “nacionais” nos times da divisão principal. A seleção alemã, por exemplo, conta com jogadores que atuam somente na Bundesliga (Ballack, cortado, era a única exceção), inclusive nos melhores times, que não têm tanto esse caráter de “seleções internacionais”. Fica uma lição para esses países: o nível e o potencial comercial dos campeonatos é importante, mas é necessário contemplar a formação de jogadores e não somente contratar os craques estrangeiros.